Na nossa assinatura, no site e no nosso Instagram (@bracken_1922) aparece uma data: 1922. Usamo-la como quem usa um emblema. Nela cabe o respeito pelas fiações escocesas que, geração após geração, fizeram da lã um ofício e nos ensinaram que uma boa peça se faz sem pressa e se herda.
Onde a água macia torna a lã macia
Nos vales do sul da Escócia, nas margens do rio Tweed, teares e máquinas de malha trabalham há mais de dois séculos ao ritmo das estações. A água macia e pobre em calcário desses rios sempre foi usada para lavar e tingir a lã, e os mestres fiandeiros aprenderam a tratar cada velo com uma paciência que continua a ser a sua assinatura. Foi ali que nasceu o tweed e muitos dos padrões que hoje chamamos «britânicos».

Lambswool: a primeira tosquia
As nossas camisolas de decote em bico são tricotadas na Escócia em lambswool, a lã da primeira tosquia do cordeiro. É mais fina e macia do que a lã adulta, aquece sem pesar e, bem cuidada, mantém a forma durante muitos invernos. É por isso que, na Escócia, uma boa camisola passa de pais para filhos.
O argyle, um tartan que se fez meia
Os losangos das nossas meias de meia cana nascem do tartan do clã Campbell de Argyll, na costa oeste da Escócia. Nos anos vinte do século passado, o argyle passou para os campos de golfe e daí para o guarda-roupa dos cavalheiros de toda a Europa. As nossas meias continuam a ser feitas na Escócia, como manda a tradição.

O que significa para nós
Honrar 1922 é escolher sempre o caminho longo: fibras longas que não cedem à primeira lavagem, oficinas de proximidade que conhecemos pelo nome, séries curtas para cuidar de cada peça e moldes pensados para que a peça assente bem durante anos. Não fazemos roupa para uma estação. Fazemos peças para fazerem parte da sua história.
Descubra a malha tricotada na Escócia: camisolas de lambswool e caxemira e meias feitas na Escócia.


