Uma peça começa a durar muito antes de chegar ao seu armário: começa na fibra. Quanto mais longa e fina, mais resistente, macio e uniforme é o fio, e melhor envelhece o tecido. Este é o nosso pequeno guia para a reconhecer.
Algodão de fibra longa
É a base das nossas camisas Oxford e de popelina. As fibras longas fiam-se com menos pontas soltas, por isso o tecido faz menos borbotos, tem um toque mais sedoso e resiste melhor às lavagens. O Oxford, com a sua trama em cesto, é robusto e amarrota menos; a popelina é mais fina e lisa, ideal para o escritório.

Linho
A fibra mais antiga do guarda-roupa. Fresco, respirável e cada vez mais macio com as lavagens. O seu amarrotado natural não é um defeito: faz parte do seu carácter.
Lambswool e caxemira
O lambswool é a lã da primeira tosquia do cordeiro: fina, leve e quente. A caxemira traz uma suavidade incomparável e, combinada com seda, um brilho discreto. A nossa malha é tricotada na Escócia, onde estas fibras se trabalham há gerações.

Fio da Escócia
Um fio de algodão de fibra longa, torcido e mercerizado, que dá às nossas meias caneladas um brilho suave, um toque fresco e uma resistência que se nota no calcanhar e na biqueira.
Como reconhecer um bom tecido
Toque-lhe: deve ser uniforme, sem zonas mais finas. Veja-o contra a luz: um tecido denso deixa passar pouca luz. Repare nas costuras: direitas, apertadas e sem fios soltos. E leia a etiqueta: a composição diz muito sobre a forma como a peça vai envelhecer.
Comprove por si: camisas Oxford, popelina e linho, malha da Escócia e meias de fio da Escócia.


